terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Entrevista com Marcelo Freixo - PSOL


Em entrevista a Terra Magazine, o deputado estadual Marcelo Freixo (Psol-RJ), conhecido pelo combate às milícias, afirma que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não fez “a escolha política” de ir “à fonte do financiamento do tráfico”. Segundo ele, a ação da polícia carioca nas favelas reforça “a criminalização da pobreza” e não enfrenta o crime organizado. Ele será enfrentado, diz Freixo, “onde há o lucro (com a ilegalidade), que não é na favela”.

- A favela é a mão de obra barata. É a barbárie – diz o deputado, elencando a Baia da Guanabara e o Porto como locais onde há o tráfico de armas e onde lucra o crime organizado.

Crítico da política de segurança pública do Rio, Freixo afirma que as reclamações dos moradores dos morros questionam a presença da polícia, comparando à ausência de políticas sociais, postos de saúde e escolas. Para o deputado, as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) visam atender as necessidades de uma cidade que será Olímpica em 2016:

- As UPPs representam um projeto de cidade e não de segurança pública. O mapa das UPPs é muito revelador: é o corredor da Zona Sul, os arredores do Maracanã, a zona portuária e Jacarepaguá, região de grande investimento imobiliário. Então, são áreas de muito interesses para o investidor privado. (…) A retomada é militar para permitir um projeto de cidade, que é a cidade Olímpica de 2016. Para toda cidade Olímpica tem cidades não-Olímpicas ao redor – afirma.

Leia na íntegra no Ponto de Pauta

domingo, 14 de novembro de 2010

O que me alimenta


Sinto falta de todos os amigos que já passaram pela pequena estrada. Os longe e os de perto. Às vezes os de longe são mais presentes quanto os que moram a duas ruas de mim.

Não entendo, mas amigos nos fazem bem até quando brigam por coisa besta, por uma resposta mal interpretada, e até por ciúme.

Já amanheci no celular falando besteira e assuntos sérios também. Já chorei por amigos distantes e pelos que acabei de encontrar. Já briguei pra defender gente que nem merecia, mas fiz de alma lavada e não me arrependo.

Cultivo cada grão de sinceridade que recebo, não costumo burlar os princípios leais de manter qualquer tipo de laço afetivo. Sustento até o último instante o carinho e respeito que tenho por cada um.

Tenho todo tipo de amigo. Os “sem noção” são o que mais me cercam, deve ser pela afinidade. Tem os “Robóticos” aqueles que se acham corretos e fingem não cometer qualquer deslize; os “Santarrões” ou “Capa” que posam de cristãos convertidos, porém, que não passam de bibelôs nos bancos (templos) e se esquecem que Deus não define níveis de pecado, pecado é só um, seja mentir ou matar, teremos as conseqüências de nossos erros, precisamos cuidar para não cair e só.

Vale lembrar que amigos nunca substituem outros. Velhos ou novos. Os que chegam agora ocupam o lugar antes desconhecido e não anulam os buracos que os antigos deixaram.

O espaço só está vazio. Com uma poeira aqui outra ali, sem luz o que impede de possíveis invasões, mas está lá pronto para ser habitado pelo mesmo inquilino. Na verdade o coração é segmentado, e por mais que pareça isso não é ruim. Tem lugar pra todo tipo de amigo eles só precisam cultivar dia após dia.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Sim, acredito na construção coletiva!


Fazia tempo que não participava de palestras ou seminários voltados à Comunicação Social, mas na última quinta-feira (21/10) tive o desprazer de assistir a palestra sobre "Inovação e Tecnologia na Prática Jornalística". Confesso que fui ingênua em acreditar que o tema ministrado pelo então jornalista Mauro Bonna pudesse ser proveitoso para formação dos estudantes de jornalismo ali presentes.

Jornalismo mercadológico. Essa foi a denominação usada pelo palestrante para fomentar e tentar canalizar os estudantes ao capital. Segundo ele, ao invés de Jornalismo Comunitário, deveríamos estudar Jornalismo Mercadológico, o que não é diferente do que ele e a chamada imprensa marron defendem. Para ele a academia tem formado comunicadores com muita pureza e isso dificulta o desempenho no mercado de trabalho. Entendamos alguns pontos.

Se a pureza da qual o apresentador do programa Arjumento, ops! Argumento, se reportou foi no sentido de criticidade, seriedade, responsabilidade com a informação e principalmente com a comunidade, realmente posso me considerar pura.

Mesmo sabendo do rolo compressor que é a grande imprensa, não pretendo e não vou antes ou depois de formada, me render ao capital e desacreditar na construção coletiva. Inocente? Não, assertiva como dizem.

Entendo que todo veículo de comunicação precisa de capital para se manter, mas a formação cultural, e responsabilidade social vão além de meros $$.

Acredito na Comunicação Social como ferramenta de mudança dessa sociedade mercadológica e descompromissada com a ética, defendida com unhas e dentes por profissionais dessa linha.

É bem verdade que o processo de conscientização é longo, porém, se não fizermos desde já que esse processo inicie (o que já vem acontecendo) de que adianta o empenho de nossos mestres para a construção do jornalismo comunitário? Somos compostos de sangue e sentimento e não de cifrões.

Rádio comunitária existem e dá resultado, o "problema" é que ela não beneficia empresários e isso sim interfere no investimento ao jornalismo comunitário.

Mas depois de assistir a palestra tive a certeza do que não quero ser no mercado: uma jornalista vendida!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Minhas companhias


A companhia é de "M.P.B só as balas" que meu irmão deixou salvo no pc. Essa é a legenda da pasta dele aqui, e só agora percebo que são só as balas de verdade. Músicas que conhecia mas que não sabia que conhecia. Aquelas que ficam no subconsciente e quando ouvidas nos lembram bons momentos. Égua! Paulo Diniz - Pingos de Amor. A classica!! Sempre que ouço essa e outras músicas dele, tenho a impressão que está sentado a minha frente num bar de madeira, sem blusa, com um short vermelho, meio copo de cerveja, um violão e alguns bebuns delirando ao timbre roco e charmoso. Essas são minhas companhias hoje.

Afinal preciso preparar meu espírito para maratona dessa semana.
Trabalho. Trabalho. Trabalho.

Mesmo sem tempo, conheci um figura perfeito. Atraente.Atencioso. Tocante. Profundo. Aff....não sou individualista e por isso divido com vocês.

Fabricio Carpinejar

sábado, 28 de agosto de 2010

Na área


Fazia tempo que não dava o ar da graça.Mas "Essência da Adoração" de David Quilan me faz mudar de idéia, é o que inunda meu coração agora. Diferente do que pode parecer estou muito feliz. Semana passada participei do Congresso do grupo de jovens da minha igreja. Muito trabalho, suor, e cansaço, mas tudo isso deu lugar a presença de Deus em nossas vidas.
De lá pra cá, o tempo parece ter encurtado,24h já não cabem no meu dia, e esse é um dos motivos de ter sumido.
Ando lendo um pouco, e os livros que me acompanham são: "Memórias de minhas putas tristes" de Gabriel Garcia Márques - que meu amigo (foca) Adison César cedeu de sua "humilde" biblioteca particular e "Fama e Anonimato" de Gay Talese que faz parte da metodologia usada pelo professor Ismael Machado nesse semestre. Partindo do pressuposto que as coisas se parecem com seus donos, as obras são maravilhosas, por hora penso como seria Gay Talese descrevendo o enredo do "Memórias" isso viraria literatura erótica, não desprezando esse formato mas que seria meio louco seria. Ah seria!!!

Agora Vineyard "Me derramar" me convida a ir pra cama e agradecer à Deus por tudo!

sábado, 31 de julho de 2010

Dias merecidos


Não teria motivo pra escrever hoje. Cansada, ainda sinto dores por conta do jogo de taco em Joanes/Marajó, mas como agora tenho dois ilustres seguidores (Adison Cesar e Eraldo Paulino), em hipótese alguma os deixaria sem informação.

Pois bem, no 4º ano consecutivo que passo férias em Joanes/Marajó/PA resolvi levar minhas sobrinhas, não são criançinhas como alguns podem pensar. Uma de 14 e outra de 16. Raissa e Rebeca. Tudo foi religiosamente estudado pra que elas pudessem ficar bem antes e durante a viagem. Tudo sob controle. Ou melhor eu que não consegui controlar o cuidado excessivo quando uns garotos se aproximaram delas, mas não quero relatar esse fato por receio de represálias.

Com tudo pronto fomos para o Marajó. Eu, Rebeca, Raissa e Glaydson um amigo-vizinho nosso. Na viagem ele jogava video game (PSP), Rebeca ouvindo alguma coisa não lembro, Raissa assistindo o video sobre o Marajó que sempre passa durante o percurso e eu tentando conciliar Agatha Cristie e Ismael Machado boas companhias.

Chegamos. Tudo ocorreu bem graças a Deus.

Seis dias merecidos e aqui estou de volta a vida normal.

domingo, 18 de julho de 2010

Envelhecer até morrer


Acabo de assistir o filme "O curioso caso de Benjamin Button". Pra quem não conhece, é a história de um homem que nasce com mais ou menos 80 anos. Diferente do comun, tem o caminho inverso. Velhice, juventude, adolescência e infância, essa é a ordem "natural" dele. Ahh ia esquecendo, quem o interpreta é Brad Pitt, voltando....

Benjamin anda literalmente "contra a maré". Enquanto todos envelhecem e partilham experiências, ele as vive e a cada dia rejuvenece, não vou aqui relatar o filme, mas há um detalhe que muito me chamou atenção.

Quando está no fim da vida, isso quer dizer mais ou menos aos 8 ou 9 anos, ele não recorda da vida que levou. Não consegue lembrar do amor de sua vida, da filha e nem das coisas que aprendeu, isso por um lado é triste.

Não me imagino sem essas lembranças tão ricas a qualquer mortal. Não poder sentir saudade de momentos únicos com pessoas únicas, nem lembrar das mentiras bestas que inventei só para estar ao lado de alguém especial, das lágrimas tolas derramadas quase todas as noites por pessoas nem tão importantes assim, ai...ai...
Atitudes e gestos simples mas que juntados ao longo da vida, traçam o caminho perfeito.

Por outro lado, seria interessante não lembrar das pessoas que me fizeram mal ( e olha que não são poucas). Tipo, um amor não correspondido que por anos de tentativas não deu certo e que ainda assim não consigo aprender. Apagar da memória tudo o que me trouxe desânimo, dor, sofrimento, saudade, mas pera aí.... sentir saudade é bom, ou não é?

Quem dera pudessemos filtrar:
- Só vou sentir saudade de coisas agradáveis.

Se assim fosse, era como se tivessemos o controle remoto da vida, ou seria um remoto controle??

Ao certo não sei o que seria melhor ou pior, se a medida em que a vida cessar perdessemos a memória pra termos uma morte calma, serena e tranquila ou se com o passar dos dias lembrassemos sempre de tudo e todos mesmo com os olhos mareados exatamente como agora.