terça-feira, 7 de setembro de 2010

Minhas companhias


A companhia é de "M.P.B só as balas" que meu irmão deixou salvo no pc. Essa é a legenda da pasta dele aqui, e só agora percebo que são só as balas de verdade. Músicas que conhecia mas que não sabia que conhecia. Aquelas que ficam no subconsciente e quando ouvidas nos lembram bons momentos. Égua! Paulo Diniz - Pingos de Amor. A classica!! Sempre que ouço essa e outras músicas dele, tenho a impressão que está sentado a minha frente num bar de madeira, sem blusa, com um short vermelho, meio copo de cerveja, um violão e alguns bebuns delirando ao timbre roco e charmoso. Essas são minhas companhias hoje.

Afinal preciso preparar meu espírito para maratona dessa semana.
Trabalho. Trabalho. Trabalho.

Mesmo sem tempo, conheci um figura perfeito. Atraente.Atencioso. Tocante. Profundo. Aff....não sou individualista e por isso divido com vocês.

Fabricio Carpinejar

sábado, 28 de agosto de 2010

Na área


Fazia tempo que não dava o ar da graça.Mas "Essência da Adoração" de David Quilan me faz mudar de idéia, é o que inunda meu coração agora. Diferente do que pode parecer estou muito feliz. Semana passada participei do Congresso do grupo de jovens da minha igreja. Muito trabalho, suor, e cansaço, mas tudo isso deu lugar a presença de Deus em nossas vidas.
De lá pra cá, o tempo parece ter encurtado,24h já não cabem no meu dia, e esse é um dos motivos de ter sumido.
Ando lendo um pouco, e os livros que me acompanham são: "Memórias de minhas putas tristes" de Gabriel Garcia Márques - que meu amigo (foca) Adison César cedeu de sua "humilde" biblioteca particular e "Fama e Anonimato" de Gay Talese que faz parte da metodologia usada pelo professor Ismael Machado nesse semestre. Partindo do pressuposto que as coisas se parecem com seus donos, as obras são maravilhosas, por hora penso como seria Gay Talese descrevendo o enredo do "Memórias" isso viraria literatura erótica, não desprezando esse formato mas que seria meio louco seria. Ah seria!!!

Agora Vineyard "Me derramar" me convida a ir pra cama e agradecer à Deus por tudo!

sábado, 31 de julho de 2010

Dias merecidos


Não teria motivo pra escrever hoje. Cansada, ainda sinto dores por conta do jogo de taco em Joanes/Marajó, mas como agora tenho dois ilustres seguidores (Adison Cesar e Eraldo Paulino), em hipótese alguma os deixaria sem informação.

Pois bem, no 4º ano consecutivo que passo férias em Joanes/Marajó/PA resolvi levar minhas sobrinhas, não são criançinhas como alguns podem pensar. Uma de 14 e outra de 16. Raissa e Rebeca. Tudo foi religiosamente estudado pra que elas pudessem ficar bem antes e durante a viagem. Tudo sob controle. Ou melhor eu que não consegui controlar o cuidado excessivo quando uns garotos se aproximaram delas, mas não quero relatar esse fato por receio de represálias.

Com tudo pronto fomos para o Marajó. Eu, Rebeca, Raissa e Glaydson um amigo-vizinho nosso. Na viagem ele jogava video game (PSP), Rebeca ouvindo alguma coisa não lembro, Raissa assistindo o video sobre o Marajó que sempre passa durante o percurso e eu tentando conciliar Agatha Cristie e Ismael Machado boas companhias.

Chegamos. Tudo ocorreu bem graças a Deus.

Seis dias merecidos e aqui estou de volta a vida normal.

domingo, 18 de julho de 2010

Envelhecer até morrer


Acabo de assistir o filme "O curioso caso de Benjamin Button". Pra quem não conhece, é a história de um homem que nasce com mais ou menos 80 anos. Diferente do comun, tem o caminho inverso. Velhice, juventude, adolescência e infância, essa é a ordem "natural" dele. Ahh ia esquecendo, quem o interpreta é Brad Pitt, voltando....

Benjamin anda literalmente "contra a maré". Enquanto todos envelhecem e partilham experiências, ele as vive e a cada dia rejuvenece, não vou aqui relatar o filme, mas há um detalhe que muito me chamou atenção.

Quando está no fim da vida, isso quer dizer mais ou menos aos 8 ou 9 anos, ele não recorda da vida que levou. Não consegue lembrar do amor de sua vida, da filha e nem das coisas que aprendeu, isso por um lado é triste.

Não me imagino sem essas lembranças tão ricas a qualquer mortal. Não poder sentir saudade de momentos únicos com pessoas únicas, nem lembrar das mentiras bestas que inventei só para estar ao lado de alguém especial, das lágrimas tolas derramadas quase todas as noites por pessoas nem tão importantes assim, ai...ai...
Atitudes e gestos simples mas que juntados ao longo da vida, traçam o caminho perfeito.

Por outro lado, seria interessante não lembrar das pessoas que me fizeram mal ( e olha que não são poucas). Tipo, um amor não correspondido que por anos de tentativas não deu certo e que ainda assim não consigo aprender. Apagar da memória tudo o que me trouxe desânimo, dor, sofrimento, saudade, mas pera aí.... sentir saudade é bom, ou não é?

Quem dera pudessemos filtrar:
- Só vou sentir saudade de coisas agradáveis.

Se assim fosse, era como se tivessemos o controle remoto da vida, ou seria um remoto controle??

Ao certo não sei o que seria melhor ou pior, se a medida em que a vida cessar perdessemos a memória pra termos uma morte calma, serena e tranquila ou se com o passar dos dias lembrassemos sempre de tudo e todos mesmo com os olhos mareados exatamente como agora.

domingo, 27 de junho de 2010

O dom mais importante é o mais dificil


Minha base é cristã, e amar seria muito natural ou até facil, teoricamente é. Paradoxo? sim. As vezes é mais facil odiar que amar alguém.Amar quem nos ama é a parte gostosa de ser humano, agora amar a quem odiamos ou fingimos que odiamos é a pior coisa.
Como sempre escrevo ouvindo algo, a trilha hoje é Fernanda Brum e Eyshila com a música Perdão.
"se o teu inimigo tiver fome
dá-lhe de comer.Se o teu inimigo
tiver sede dá-lhe de beber"

Quantos vivem o que esse trecho diz??!! Não falo dos inimigos com chifres ou rabos que cincundam nossas mentes, falo das pessoas ao redor, que não precisam nos agredir fisicamente mais que as odiamos gratuitamente. E não precisa oferecer alimento materialmente, mas a atenção ou uma simples ligação já resgata qualquer um.

"perdão, perdão antes do partir do pão
Perdoar, perdoar antes do vinho tomar
Amar, amar sim eu quero te amar, ser amado,
ser amado,eu preciso ser amado "

Na medida em que precisamos amar queremos ser amados essa é a ordem natural das coisas. Ao menos seria!
O motivo dessa ladainha toda?! Preciso trabalhar o perdão, ô coisa dificil meu Deus!!!!

Mas não estou a beira do abismo, ao menos reconheço só ainda não o fiz!

Ainda Fernanda Brum e Eyshila!

sábado, 12 de junho de 2010

Saudosista sim!!!



Luz acesa por favor!!
A trilha sonora é Los Hermanos,acústico MTV. Gosto da metalera, o arranjo,o back vocal isso sem falar das letras, coisas que aspirante a músicista curte.Envolvente. As vezes traz boas lembranças, as vezes não.Mas é o que preenche a noite.

Quando pequena (não faz muito tempo rssrsr)conversava sozinha e até brigava comigo mesma,devia ser pela diferença de idade com minhas irmãs. Tenho mais três, fora meu irmão. Não me deixavam brincar ou acompanhar as conversas, tenho o sinal dessa harmonia na sobrancelha.

Agora com pouco mais idade não mudou muito, as vezes falo sozinha, mas tenho a companhia dum retângulo colorido, algumas teclas e duas caixinhas de som que fazem a diferença.

Essa semana foi de nostalgia total, TPM talvez. Vasculhando meu baú virtual encontrei alguns emails e fotos antigas que trocava (tô devendo novas informações) pra uma amiga que mora no RJ, amiga de infância (daí a nostalgia),alguns são impublicáveis, outros percebo o quanto amadureci.

Como diz um amigo viver o amor livre é a forma de desnudar o medo de ser feliz, e isso implica em sermos assumidamente saudosistas quando necessário, ou viver intensamente o que é NECESSÁRIO.

Ainda Los Hermanos, agora Ventura - Sentimental.
Meia luz.....

terça-feira, 1 de junho de 2010

A suprema distância



Há uma distância terrível que régua alguma consegue mensurar: a de um coração fechado a outro.

Essa distância existe entre amigos sem agenda - que nunca têm tempo um para o outro - ou que permitem-se um isolamento por um ou outro motivo.

Existe também entre um casal quando partilham tudo: uma cama, um teto,... mas já não o que lhes vai dentro deles, quando não há um ouvido aberto para ouvir o batido do peito do companheiro.

Essa coisa ganha uma dimensão terrível, quando instalado (ou progressivamente ganha seu espaço) e se solidifica até que não haja mais volta e a existência do outro, na história simplesmente desaparece. Em referências, em lembranças...

Começa-se geralmente com um ressentimento sobre algo não resolvido, que dita uma rotina de desavenças, que vira amargura, que vira ódio, que vira indiferença, que vira morte relacional.

Nas escrituras há algo como isso, quando curiosamente, o Deus onisciente, recusa-se a registrar a existência ou a coexistência com alguém que para Ele se fecha. Lá lemos que o Todo Poderoso, afirma desconhecer os que não partilharam a sua vida, abrindo a sua intimidade ao escrutínio do Senhor. Percebi assim, porque devia eu orar de contínuo a Ele. Não para informá-Lo do que não sabe, nem para conquistá-Lo para as minhas lutas, nem para fazê-Lo se converter às minhas causas, mas para simplesmente com Ele partilhar o meu coração.

Muitos, diz a Palavra, virão no fim dos tempos, apresentando-se tardiamente a Deus e o pior - através das suas obras e ouvirão a declaração dessa suprema distância estabelecida - "Apartai-vos de mim. Nunca vos conheci".

Apesar de o Criador saber de todas as coisas, Ele recusa-Se por um ato soberano a vasculhar a intimidade dos que a Ele não se apresentam em contabilidade de amor como manifestação de amor diária, e não por obrigação. E deixam de o fazer por motivos que vão da displicência cimentada em rotina de isolamento, à rebeldia.

Talvez dai venha a pena das penas, impostas aos que se fecham para Deus: o abandonar das nossas vidas à mercê de nós mesmos. Como aliás afirma Paulo, no capítulo 1 de Romanos de 21 a 32. Tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como tal,... Ele os entrega às suas paixões para acabarem consigo mesmos cometendo todo tipo de desvario, buscando o que nunca se pode fartar - os seus apetites animais.

Que Deus nos livre dessa distância,...

Por Rubinho Pirola
http://www.rubinhopirola.com/